Se você é um fã de tênis já deve ter ouvido falar em um dos maiores mitos chilenos no esporte – Sergio Cortes, que também é conhecido por “El Checho” e comparado ao maior tenista brasileiro, o Gustavo Kuerten, popularmente conhecido como Guga.

Sergio Cortes era um jogador júnior líder na América do Sul, ganhou os campeonatos continentais aos 14, 16 e 18 anos. Em 1987, tornou-se um profissional e em pouco tempo já estava na final do campeonato Challenger de São Paulo. O tenista foi quarto-finalista no Aberto de Genebra de 1989. No mesmo ano, foi campeão invicto do Challenger de São Paulo, sem perder um set. O atleta, contudo, participou somente de um evento de Grand Slam, o US Open 1993. Ele chegou até a terceira rodada, derrotou o americano Derrick Rostagno e o holandês Jacco Eltingh, mas foi eliminado pelo alemão Boris Becker.

Apesar de grandes vitórias durante o tempo em que jogou tênis e de ser considerado um ídolo do chilenos no esporte, Sergio Cortes revela que sua carreira não foi das mais fáceis. Ele salienta que fez parte de uma década e de uma geração inteira que enfrentou tempos complicados no esporte. “Tive muitos sacrifícios pessoais para poder ser um profissional no tênis e fui um de poucos que foi bem-sucedido na carreira. Era muito difícil avançar e melhorar seu desempenho sem um técnico e patrocinadores”, conta ele. Outros profissionais da atualidade ratificam a situação, principalmente quando se trata da América Latina. Para eles, existem inúmeras dificuldades que os atletas precisam superar, uma delas, por exemplo, é a difícil busca por patrocinadores.

No entanto, graças a superação de Sergio Cortes como um atleta que soube driblar qualquer obstáculo que surgisse, o tênis tornou-se popular no Chile. Os jogos do chileno começaram a ser transmitidos pela televisão para que a população do país pudesse acompanhar e torcer pelo ídolo. Com as tantas vitórias do esportista, o público simpatizante do tênis aumentou consideravelmente.

Sergio Cortes não participa mais de competições desde o ano 2000, porém, segue no mundo do tênis, através das aulas particulares que dá. Além disso, ele é, com frequência, convidado a participar como comentarista nas partidas e eventos do meio. Por conta da vasta experiência que acumulou nos torneios durante toda a sua carreira como jogador, inclusive na Copa Davis - o Campeonato Mundial mais reconhecido no tênis - em 2010, foi cogitado para ser o capitão da equipe chilena de tênis do próximo ano, já que o time, que estava na época sob o comando de Hans Gilmeister, tinha sido eliminado com três derrotas, sendo a última partida contra República Tcheca.

Recentemente, em 2016, o tenista foi à uma partida que aconteceu no apresentar seu novo negócio - uma hamburgueria chamada San Jorge.