Anunciado como uma das atrações da 4ª Festa Literária Internacional de Maringá (Flim), pelo curador Antônio Carlos Sartini, o português Vítor Nogueira não virá mais. "Ele teve problemas médicos", justifica o secretário de Cultura Rael Toffolo.

Diretor de uma Biblioteca Municipal localizada em uma cidade do interior de Portugal, Vítor Nogueira não tem nenhuma obra publicada no Brasil e seus livros não estão disponíveis em várias livrarias lusitanas, como a Fnac.

O Diário ouviu diversos jornalistas e professores especialistas em literatura portuguesa, no Brasil e em Portugal, e ninguém admitiu conhecer o trabalho de Vítor Nogueira nem ouviu falar de seu nome.

"Não conheço os livros do autor em questão", respondeu Carlos Reis, crítico literário e professor da Universidade de Coimbra, autor de mais de duas dezenas de livros, entre eles "Diálogo com José Saramago" (1998) - que reúne conversas com seu amigo e Nobel de Literatura.

Até mesmo o curador da Flim, Sartini, admitiu no início do mês a O Diário desconhecer o autor que ele mesmo chegou a convidar. "Não li muita coisa dele, não. O nome foi sugerido por pessoas do Instituto Camões e Saramago", disse.

O cachê que Vítor Nogueira receberia, segundo o secretário de Cultura, além dos gastos com passagens internacionais, seria de R$ 3 mil.