Depois do recesso de fim de ano, as apresentações do projeto 'Convite ao Teatro' serão retomadas, hoje, com espetáculo da companhia Circo Teatro Sem Lona. O grupo levará ao palco do Teatro Barracão, às 20h30, a peça O Circo do Turrão. A entrada é gratuita.

Inspirado em circos de fundo de quintal, o espetáculo traz diversos elementos para consolidar essa imagem, desde os lençóis pendurados no varal a uma bandinha tocando no início e fim da apresentação. O Circo do Turrão é ainda um quase "brincar de fazer circo".

Em cena, a responsabilidade de organizar e apresentar um espetáculo é dos palhaços. A apresentação se inicia com os personagens montando o palco. Em seguida, Turrão é chamado e assume o papel de apresentador, além da responsabilidade de "puxar as orelhas" dos outros quando cometem "falhas".

Três palhaços dividem o palco e apresentam, de modo cômico e irreverente, números tradicionais. Eles se revesam para fazer imitações, acrobacias, contam piadas e participam do globo da morte. "Quebramos essa quarta parede invisível e nos comunicamos com a plateia. Isso provoca uma ação de energia", comenta o intérprete do Turrão, Pedro Ochoa.

A peça traz muito das características dos circos brasileiros, em que os palhaços são muito utilizados. Cirque du Soleil, umas das principais companhias circenses do mundo, por exemplo, pouco utiliza palhaços em suas apresentações.

Segundo Ochoa, o espetáculo também se inspira no comportamento de crianças durante as brincadeiras. "Elas usam todas as funções. Fazem de tudo", diz.

Inspiração

Além de interpretar, Ochoa é responsável pela criação do Turrão. Ele diz que se inspirou no famoso Carequinha. A ideia surgiu quando ele ainda era criança, na pequena cidade de Dois Vizinhos (a 430 quilômetros de Maringá), em razão da presente de um circo que fazia apresentações pelas cidades do interior. Ochoa conta ainda que tem um disco autografado pelo palhaço inspirador.

O espetáculo, porém, nasceu há dois anos. Já viajou por diversas cidades, principalmente pelo interior. Foi apresentando em locais diversos, desde praças a espaços fechados. Para Ochoa, os espaços fechados são menos democráticos; as apresentações nas ruas exigem um maior preparo do grupo. "Às vezes é preciso parar o espetáculo", diz, lembrando-se de uma vez que o espetáculo precisou ser parado por conta do vento.

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DIVERSÃO. Personagem principal é responsável por "puxar a orelha" dos colegas. — NÁGELA SOUZA