Isabel Brassene é uma jovem de 21 anos que foi diagnosticada com Deficiência de Glut1, uma doença que tem cinco casos no Brasil e 18 no mundo. A Deficiência de Glut1 consiste na alteração do transporte de glicose para os órgãos, principalmente para o cérebro, maior consumidor de energia do nosso corpo, o resultado é a falta de equilíbrio e habilidades motoras.

O que ajudou muito a desvendar a real deficiência da Isabel foi a dedicação da sua mãe que é bióloga, e tudo que recebia de informação ia atrás para estudar. Com três meses de vida Isabel teve sua primeira convulsão rígida. Aos sete anos mais uma assustou os seus pais, todas foram tratadas com o remédio "Gardenal". Com um ano, os pais de Isabel sabiam que tinha algo errado com a filha, pois ela não sentava e com nove anos não andava, apenas engatinhava.

Hoje, Isabel é tratada com dietas ricas em gordura boa e nada de carboidratos, a famosa dieta cetogênica. O pai de Isabel, Oscar, disse que o Instituto Olga Kos foi uma luz na vida deles, pois as oficinas de arte e dança ajudaram no desenvolvimento do equilíbrio. Hoje ela consegue tirar suas próteses e ficar de pé. A comunicação está mais fácil, ela conversa com todo mundo e sai muito feliz, com um sorriso de ponta a ponta depois da oficina.

Ela realiza as atividades com muita alegria e prazer. Tenta e quer participar dos eventos do IOK, prestigiaram os 10 anos na Cinemateca, a vernissage de Émile Tuchband, na FAAP e participou do espetáculo Corpos em Luz, no teatro do MASP. Ela gosta de ir pois interage com todos, se aproxima e faz amizades.

"Ter um filho com deficiência é uma transformação interna muito profunda. As pessoas com deficiência ensinam a outras ao redor serem mais pacientes, simples e humilde. Se entregam ao próximo de corpo e alma sem nenhuma restrição, a transformação interna é muito profunda", comenta Oscar Brassene.



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