O Projeto "Hortas Cariocas" iniciou-se com o objetivo de fazer o plantio de verduras, hortaliças e frutos, utilizando-se de técnicas orgânicas, bem como a mão de obra local num sistema de mutirão remunerado, nas áreas próximas às comunidades carentes ou escolas municipais. Ele é realizado em terrenos de áreas públicas, da cidade do Rio de Janeiro.

Com isso, parte da Equipe ECP visitou o projeto no Jardim Anil, administrado pela hortelã Dirce Teixeira que, atualmente, mora no mesmo lugar em que se encontra o programa. Hoje, eles contam com 10 pessoas trabalhando na horta, além de 12 voluntários, que se formarão em novembro, e serão futuros hortelões. O Hortas Cariocas chegou no Jardim Anil há 11 anos, para ajudar a comunidade, atender voluntários, realizar projetos, como o clubinho da horta, entre outros. Lá, a venda é realizada somente para moradores/visitantes, e os alimentos são muito diversificados, dentre eles: alface, chicória, salsa, berinjela, rúcula, espinafre, cebolinha, couve etc.

No ano de 2018, ganharam uma nova estufa em que diversas mudas são plantadas e, quando prontas, fornecidas para outras hortas. Nela, as sementes são germinadas e com 5cm estão prontas para canteiros e outras hortas, por exemplo. Cada uma tem o seu tempo; a alface leva, aproximadamente, 7 dias; a rúcula é mais rápida, levando de 3 a 4 dias etc. O Inverno é a melhor época para as hortaliças, por ser mais fria. É possível afirmar que saem de 12 a 24 bandejas para outras hortas, com alface, rúcula, chicória, salsa, entre outros, sendo todos limpos e sem agrotóxicos. Afinal, essa unidade é uma das mais antigas e conhecida como o "polo de mudas" para as demais.

Em relação aos programas que funcionam nessa unidade, existem os voluntários, como já mencionado, em que ajudam a fazer colheita, a plantar etc. Desses, a maioria tem realmente interesse em aprender e fazer sua própria horta e isso acontece por meio de aulas, das 14:00 às 17:00, aos sábados, em que conhecem a horta e aprendem bastante sobre compostagem, já que a 1º fase é toda voltada para esse assunto, até completarem as 200 horas necessárias.

Com isso, conversamos com dois voluntários que estavam lá, um casal, Diana Manacar e Osvaldo Eugênio, e ambos foram para o projeto buscando aprendizagem; eles têm uma horta em casa e, muitas vezes, tinham dúvidas sobre como recuperar/manejar certas mudas e plantas. Além disso, o assunto tem tudo a ver com aquilo que trabalham: gastronomia. Logo, a busca pela agroecologia, o melhor entendimento sobre a preparação do alimento, entre outros pontos, fizeram com que eles procurassem e participassem do projeto.
Eles chegaram por meio de uma amiga, que já conhecia a horta, e ficaram encantados com tudo que viram.

Além desse, o clubinho da horta é realizado pela associação de moradores, aos sábados, de 10:00 às 12:00, com mais de 30 crianças. Também oferecem aulas de inglês, às quartas, na parte da noite, para pouco mais de 30 adolescentes e adultos, entre outras atividades, como auriculoterapia e aulas de reforço escolar.
Dessa forma, é nítido o quanto as pessoas envolvidas com o projeto têm amor pelo que fazem. Todos falaram da importância de se passar boas energias às plantas, bem como cuidar com todo carinho possível, pois elas, de fato, absorvem tudo isso. A união de diversas pessoas e a grande troca de conhecimentos é de suma importância em todo esse processo; forma a raiz da agroecologia. Afinal, na natureza, deve existir sempre essa relação de troca.

"A gente tem amor pelo que faz; minha avó plantava e no meu quintal dava tudo isso. Vim da roça e tenho amor por tudo isso (...)" afirma Cláudia Silva.



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