Para celebrar o sucesso de vendas do espumante Miolo Cuvée Tradition em terras francesas, o Grupo Miolo aposta em sistema único de envelhecimento e estabilização do produto: a imersão de garrafas em caves submarinas.

Há pouco mais de dois meses, um lote do espumante celebrado no mercado externo foi imerso no mar da província de Bretagne, no Atlântico Norte, na França. Toda a operação foi realizada em caves submarinas, criando condições ideais, não apenas para envelhecer, mas também para conferir características singulares aos vinhos submetidos a este processo.

Estrategicamente mergulhadas na ilha de Ouessant, na região conhecida como Baie du Stiff, as garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão em contato com as temperaturas do mar (entre 11 e 13 °C) e do ar (de 8 a 10 °C), além de receberem as influências benéficas da constante e suave agitação marítima.

Para Adriano Miolo os surpreendentes efeitos resultantes das condições de conservação das garrafas são observados em testes laboratoriais e degustações, realizados com frequência para acompanhar o amadurecimento da bebida submetida ao processo de imersão. "Em uma análise de espectometria de massa, por exemplo, um espumante submerso apresentou 10 vezes mais compostos moleculares do que os envelhecidos pelo método tradicional. Esses compostos são responsáveis pela formação dos aromas e da complexidade do vinho."

Ainda segundo Adriano Miolo, para degustações às cegas, conduzidas por especialistas da área, os resultados trouxeram alguns destaques relevantes para afirmar a qualidade do processo: os espumantes apresentam sabor mais rico e floral, adquirem complexidade sem perder o frescor percebendo-se, também, apuradas notas de manteiga ou castanha.

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em container especial e repousarão durante um ano na cave submersa. Os espumantes serão retirados do mar em novembro deste ano e comercializados no Brasil e na França em uma edição especial. O Miolo Cuvée Tradition Brut é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional (com fermentação na própria garrafa). (Fonte: Miolo)

Prosecco, de US$ 1,6 mil, tem até 6.140 pontos de Swarovski
Garrafas cobertas com os famosos cristais austríacos da marca Swarovski, em dois tamanhos, é aposta da vinícola Prosecco Casanova para distinguir seus produtos. Com design luxuoso, o vinho terá um lugar especial garantido no acervo de colecionadores, mesmo após consumido. As garrafas estão disponíveis apenas na carta de vinhos do restaurante Novikov, em Londres, e no site da vinícola. A versão de 750 ml brilha com 3.370 cristais e a versão de 1,5 l ostenta nada mais que 6.145 pontos de Swarovski. Carlo Parodi, fundador e CEO da Casanova Prosecco, defende o casamento de vinhos com design e elegância. "É uma forma de assegurar que o aproveitamento de qualquer produto da marca dure muito mais que o último gole", diz Parodi. Para se ter uma ideia, um Prosecco de entrada da Casanova é vendido no mercado europeu por aproximadamente 10 dólares, enquanto a nova Swarovski Edition, em sua menor versão, está sendo comercializada por
US$ 1.600.

PERGUNTAS DO LEITOR

* Francisco Rocha pergunta a diferença entre enólogo, enófilo e sommelier e aproveita para elogiar o caderno e sugerir mais matérias sobre 'receitas da vó', como ele se refere àquela comida que nos lembra infância e família. Anotado! Respondendo à sua pergunta:

O enólogo é o responsável pela produção do vinho, desde o plantio até o engarrafamento. Na verdade, a profissão se chama Tecnólogo em Viticultura e Enologia e foi regulamentada em 2007. Há duas instituições no país que oferecem o curso, ambas federais: uma em Petrolina (CE) e outra em Bento Gonçalves (RS). O enófilo é um apreciador de vinho que se dedica a aprender sobre a bebida, participando de palestras e confrarias. O sommelier é um garçom com conhecimentos sobre vinhos. Atua em restaurantes preparando cartas de vinho e sugerindo harmonização de pratos com a bebida.

* Marta Diniz, professora, me surpreende com uma pergunta durante uma reunião informal: quanta uvas são necessárias para se fazer uma garrafa de vinho (750 ml)? Confesso que não sabia, mas, em média, 1,2 kg bastam para dar conta do recado, ou em torno de 650 uvas, dependendo da variedade.

* Fátima Ortiz diz ter ouvido que não se deve 'estourar' uma garrafa de espumante e pede para esclarecimento. De fato, procede o boato. Primeiro, o barulho é inconveniente, pois num restaurante, por exemplo, chama a atenção, o que, dependendo da situação, é inadequado, segundo a etiqueta. Mas o 'estouro' deve ser evitado na verdade por uma questão mais técnica. Quando ocorre 'estouro', há rápida perda de gás carbônico, que proporciona a perlage (borbulhas). Para evitar o 'estouro', gire levemente a garrafa (e não a rolha), segurando a base com firmeza, a ponto em que a rolha vai permitir a saída do gás de forma bem discreta. Cá entre nós, essa tecnicidade deve ser esquecida num momento de comemoração. Então, a resposta vai como uma curiosidade.
(Edivaldo Magro)