"Atenção, proprietário do gol branco. O seu carro está pegando fogo no estacionamento", alerta uma voz grave, na caixa de som. É o bastante para o motorista levantar, rindo, e ajeitar o seu veículo, que está barrando a passagem dos demais carros no Democrático - carinhosamente chamado de Demo pelo seus assíduos frequentadores.

Inaugurado em 2009, o Demo tem como proposta servir porções caprichadas - seis ao todo -, cerveja gelada e rock n’ roll.

A promoção do momento é a de picanha (R$ 49, 50), que serve até seis pessoas, e chega à mesa com arroz, purê de batata, mandioca e três Devassas de 600 ml.

Proprietário do boteco, Gilberto Zanin, o Téo, já perdeu clientes pela sua dedicação ao rock.

Um grupo de estudantes chegou no bar dizendo que, no dia seguinte, cinquenta formandos estariam por lá, mas com uma condição: naquela noite, o Demo teria de rolar um sertanejão bruto.

"O nosso bar é feito para quem quer fugir de Maringá, uma cidade dominada pelo sertanejo e pelo pagode. Prefiro manter o meu público fiel, que gosta de rock, do que atender a uma ou outra pessoa que queira ouvir uma dupla qualquer", diz Téo, para alívio de seu público.

O bar, que surgiu com a proposta de ser um ponto de encontro de motociclistas, agora recebe universitários, publicitários, professores, jornalistas e é frequentado por jovens escritores da cidade.

Por causa disso, Téo passou a abrir espaço para os novos artistas divulgarem sua arte no boteco. No Demo, já teve lançamento de livros, teatro, exposições de artes plásticas e fotografia.

 

Outra porção caprichada é a de cupim acebolado, para até seis pessoas, composta por 700 gramas de cupim mais 400 gramas de mandioca (frita ou cozida, o cliente que manda). Saborosa, vai bem com uma das cervejas do Demo. "Queria uma carne que fosse diferente dos demais bares da cidade", diz Téo.

Lembrando a história do Demo, Téo se orgulha da clientela. Sem gente encrenqueira nem barracos. "Foram pouquíssimas as brigas por aqui. Uma ou duas, desde que o bar inaugurou", contabiliza, satisfeito.

Nos banheiros feminino ou masculino, só não vale lavar seus sapatos na pia. Isso mesmo. É o aviso pregado na parede: "Proibido lavar os sapatos na pia". Tudo culpa de uma garota, há um tempo atrás, que entrou no bar com as botas cheias de barro e teve a fabulosa ideia de aproveitar a pia do Demo para sua limpeza. "Ela fez uma bagunça", lembra Téo, com cara de desgosto e uma risada.

Prato
Serviços
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