O boom das cervejas artesanais, que trouxe aos bares e mercados uma variedade considerável de novos rótulos, fez com que muitos boêmios descobrissem um surpreendente mundo paralelo: um lugar em que é possível entornar bebidas radicalmente diferentes daquelas tradicionalescas cervejas de sempre.

Em Maringá, no Mercadão (Av. Prudente de Morais, 601, Zona 7), há alguns lugares em que é possível investir nesses novos rótulos. No Ribs, casa especializada em cortes de carne, a boemia tem toque catarinense. As garrafas de 600 ml da Opa Bier, a competente microcervejaria de Joinville, estão disponíveis nas versões pilsen, red ale, weiss, ipa, bock, merecida e old. Os valores oscilam de R$ 15,50 a R$ 23,50. "É a melhor cerveja de Santa Catarina. Em Joinville, ela é a marca que domina a cidade", comenta a empresária Leticia Santana, do Ribs.

Para acompanhar os goles da Opa Bier, a casa oferece cerca de 15 tipos de cortes de carnes, como o prime rib, short rib, ancho e chorizo, além dos cordeiros, disponíveis nas versões em carré e em paleta. Por lá, é possível saborear os pratos apenas na sexta à noite (18h às 22h30) e no almoço de sábados (12h às 16h) e domingos (12h às 14h30) - confira abaixo os horários. Fora dessa programação, o Ribs assume a postura de um açougue especializado em cortes nobres: você adquire a peça, que pode já vir temperada, e prepara na sua própria casa.

Na opinião dela, o boom das cervejas artesanais é resultado das descobertas gastronômicas e alcoólicas dos brasileiros no exterior. "O povo está viajando mais, conhecendo e provando outras culturas. Isso não acontece só com as cervejas: isso se repete com os vinhos, com os cortes de carnes e outras coisas", observa.

A alguns metros do Ribs, a cervejaria Holy Hops ostenta oito torneiras de chope que podem receber uma das 130 opções de barris - cada um com 30 litros - armazenados na câmara fria. A casa trabalha com marcas locais, curitibanas, catarinenses, norte-americanas e belgas. Quem passou ontem à tarde no Mercadão pôde se servir da Brooklyn (EUA), RedCore (Maringá), Bodebrown e Swamp (Curitiba). Hoje, a coisa pode ser diferente. "Estamos esperando duas cervejas belgas da marca Chimay: a Dorée, com sabor de caramelo, especiarias e frutas vermelhas, e a Tripel, que combina o doce com o amargo e é feita com três maltes", adianta o empresário João Lacerda.

O método da casa é um pouco diferente dos demais bares. O cliente, para consumir a bebida no local, precisa adquirir um cartão (R$ 7), recarregá-lo no caixa com o valor desejado e, em seguida, servir-se na chopeira eletrônica da bebida que desejar. O valor do chope depende da marca – 100 ml de rótulos locais saem a R$ 4 e as gringas, como a estadunidense Brooklyn, podem chegar a R$ 7. Se preferir, os boêmios podem levar o chope para casa, bem armazenados em seus coolers – o valor do chope costuma sair 10% mais em conta.


VARIAÇÕES BEM GELADAS. A boutique de carne Ribs e a choperia Holy Hops, localizadas no Mercadão: para investir em cervejas e chopes diferentes. —FOTOS: JC FRAGOSO

 

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