Um guitarrista maringaense da banda Black Tones (Tons Pretos, em tradução literal) causou polêmica no fim de semana ao fazer um show usando uma suástica no braço direito durante uma festa à fantasia, sábado à noite, numa casa noturna.

No dia seguinte, uma imagem do músico, que é formado em Direito, percorreu as redes sociais e dividiu opiniões: houve quem condenasse veementemente o ato do guitarrista, enquanto outros se revelaram inconformados com a revolta dos próprios internautas.

Em meio à polêmica, o músico maringaense deletou seu perfil no Facebook. Procurado pela reportagem, negou que tenha inclinações nazistas. "Foi uma infelicidade. Eu não compactuo com o nazismo, não sou nazista. Peço desculpas e sinto muito se causei confusão", comentou o músico a O Diário.

Outro integrante da Black Tones, que pediu para não ter seu nome publicado, afirmou ter recebido uma ameaça de morte pelo telefone no dia seguinte após o show. "Estão achando que somos nazistas, mas não somos", diz.

Formada há um ano e meio, a Black Tones, segundo os integrantes, foi batizada com esse nome para prestar homenagem ao Black Sabbath, Black Keys e Black Crowes. Na festa à fantasia do fim de semana passado, o resto da banda encarnou personagens menos polêmicos: um foi de escocês, outro de militar do Village People, além de zumbi e cowboy.

Penas e símbolos

A tolerância aos símbolos nazistas varia de acordo com o país. O uso de insígnias relacionadas ao Terceiro Reich é liberado nos EUA, mas na Alemanha pode render até três anos de prisão.

No Brasil, a pena varia de dois a cinco anos, além de multa, para quem "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo", conforme a lei 7.716/89.